Este Blog resolveu tirar um período sabático (já que a sua dona não pode faze-lo).
Beijos e até qualquer dia.
por Juliana Jacyntho, em 12/4/2009 10:59:58 PM
Sorte de hoje
Diante da total falta de tempo que vem acometendo os meus dias, na falta de um texto original, vamos de sorte de hoje, do orkut: sem apelos, me pareceu um conselho sábio para quem deixa a ansiedade se espalhar tanto a ponto de tirar-lhe a própria paz. Tudo vem. Não vem pra ontem, mas vem. Perseverar é preciso, tirar conclusões precipitadas nem tanto.
"Sorte de hoje: Quase tudo é possível quando se tem dedicação e habilidade. Grandes trabalhos são realizados não pela força, mas pela perseverança".
Indeed. Vamos lembrar disso quando a vontade de espanar cochichar no nosso ouvido during the day, freaking day.
por Juliana Jacyntho, em 8/7/2009 10:03:16 PM
Como uma luva

Mudei de trabalho há uma semana.
Saí da dita zona de conforto há uma semana.
Há uma semana, portanto, vocês podem imaginar o turbilhão de stress e informação que vem servindo de invólucro aos meus antes doces e ensolarados dias.
Enquanto a conquista da intimidade com o novo não vem, é o frio que impera. Lá fora (em Curitiba, nove graus) e aqui dentro, na barriga, na espinha and wherever. Normal. Assustador, mas enfim, normal.
Tão normal que tem até comunidade no orkut pra esta sensação tão desconcertante. Caiu tão como uma luva que resolvi postar aqui, para dividir a sabedoria com quem mais esteja passando por fases tais como estas, em que decidimos pedir mais da vida e ela nos dá exatamente o que pedimos mas sinaliza, com luminoso pink-piscante-sem-parar (e isso também é estressante) que, para surfar nestas novas e auspiciosas ondas, não basta acordar e sair de casa com o seu melhor, o seu melhor e você terão ainda que rebolar!!! (ou como diria MC Créu, pensador contemporâneo: tem que ter habilidade!!!).
Bom fim de semana!
MUDANÇA É CRESCIMENTO
Por Mary Santana
“Porque estamos na Terra, se não para crescer? - Robert Browning”
Quanto você mudou...ultimamente? Digamos, na última semana? E no último mês? O último ano, como foi?
Nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida.
Se não mudamos, não crescemos.
Se não crescemos, não estamos realmente vivendo.
O crescimento exige uma perda temporária da segurança.
Isto pode significar o abandono de um padrão familiar e limitador, de um emprego seguro mas não gratificante, de valores em que não se crê mais, de relacionamentos que perderam seu significado.
Como Dostoievsky afirmou: “Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem.”
Já Leon Tolstoy disse: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo".
Você pode optar por crescer ou lutar contra ele, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.
TENHA EM MENTE QUE PERMANENTE NA VIDA, SÓ MUDANÇA!!!
por Juliana Jacyntho, em 8/1/2009 02:52:20 PM
pedido de sábado
quisera eu ser menos ansiosa, menos apreensiva, menos tenho que ser gente boa com todo mundo, mais racional, menos apaixonada, mais medíocre quando a situação pedisse, menos entrega 100% porque, putz, ninguém aguenta se entregar cem por cento em tudo. quisera eu ter sonhos despretensiosos e sono tranquilo e acordar aos sábados realmente com a cara de sétimo dia azul de lazer e não com a de quinta feira cinzenta estressada.
quisera eu me esgotar menos, me esgotar numa esteira, numa pista de corrida, não numa sala fechada com idéias pairando sobre o pc e sobre minha cabeça, como se fossem um mesmo ectoplasma, sofrendo de crise de identidade por já não saberem mais quem é quem - o pc, o meu cérebro e as idéias retas e tortas, que me fazem desejar esgotamento muscular, mas não mental. Por isso ontem já comprei um tênis novo. Primeiro passo. O segundo é usa-lo para correr da pressão sem nenhuma conotação de fuga, mas de libertação.
quisera eu dizer sem culpa para uns e outros um generoso e sincero muito obrigada e até logo que eu vou ver outras coisas por aí, sem me preocupar com o que vão pensar, sem me preocupar se eles serão, eles mesmos, generosos e sinceros e me agradecerão também, sem me preocupar se portas, janelas ou outras partes da construção restarão abertas ou fechadas, o caminho à frente é que estará aberto, ora, ora, olhe ao longo da estrada, menina, não para trás. quisera eu não me importar com o que fica pra trás. quisera eu não me importar com a história que fica escrita, mas sim só com a que tenho a escrever. mas também na vida, em atos e gestos, ponho-me a revisa-los como se belos textos fossem e tudo isso é muito cansativo.
quisera eu sentir-me livre para rabiscar e não tentar escrever sempre belos, estruturados ou bem-costurados textos. Vejam, belos, estruturados ou bem-costurados aos meus olhos, sem nenhum pingo de pretensão (minha necessidade de exteriorização de alguma coerência e bom senso me força a escrever aqui esta ressalva). quisera eu não sentir a cutucada da coerência aqui no baço o tempo inteiro, pois às vezes o seu cotovelo me incomoda um tanto. Rabiscos livres é a idéia.
quisera eu sentir-me livre para rabiscar e não tentar escrever sempre belos, estruturados ou bem-costurados textos. Por isso hoje acho que vou comprar uma caixa de lápis de cor e uma resma de papel em branco, só para ensaiar esboços e rabiscos errantes, já que tudo na vida é prática, empirismo, aprendizado. Pode ser que ao recomeçar a rabiscar eu aprenda. Pode ser. Pode ser o terceiro passo. Pode ser o terceiro e definitivo passo para conseguir alguma libertação de mim mesma e de toda essa necessidade de acomodar demônios que carrego aqui dentro.
Post-scriptum: e este pequeno texto foi revisado e alterado 10 vezes até às 12:27. Ou eu paro de buscar a coerência em tudo ou eu vou já já para o divã correndo. Ou escrever mantém-se como um antigo prazer a ser cultivado, ou vai mesmo virar um TOC desmedido. Ai, ai, ai.
updating: Revisado 11 vezes. a última alteração foi agora, segunda-feira, 29/06. 20:41. Ha. Ha. Ha. Knock, Knock. Quem é? É a loucura...rs.
por Juliana Jacyntho, em 6/27/2009 11:48:59 AM
Minha febre john legend está demorando a passar. Ok, talvez não passe mesmo. Depois que P.D.A. We just don´t care deflagrou a adoração, a tecla do repeat no carro, no ipod, na rua, na chuva e na fazenda não parou de fazer tocar get lifted & cia. [e marido aderiu, trazendo-nos o DVD!] Ao lado da própria get lifted, de save room e P.D.A., repousa no olimpo das minhas mais mais ela, she don´t have to know, que aparece no video acima em belíssima embora dessincronizada versão acústica e que a combinação entre melodia linda - e very sexy na versão do CD - aliada à letra [culpada-apaixonada-sacana-caradepau-sofrida-descontrol-emuitobemcantada] traz um charme in-dis-cu-tí-vel pra danada da faixa. Ei-la. Enjoy it!
por Juliana Jacyntho, em 6/23/2009 10:14:05 PM
Brinquedinho novo
42 milhões de pessoas habitam cidades litorâneas no país. O resto se diverte na costa. Uma parte, da praia vive. Outra, vive na praia. Life Style. Duras ou fluidas histórias. Relax. Ralação. Curtição. Ofício. A verdade é que não importa a finalidade: o brasileiro vai à praia para buscar o seu sustento, seja do bolso, seja da alma.
por Juliana Jacyntho, em 4/23/2009 01:24:23 AM
Here we go
"Momento de muita calma e lucidez, no qual que você tenta encontrar em cada situação que lhe pareça penosa ou desagradável o motivo para se corrigir e fortalecer. Um erro é uma verdade parcial, se observamos as situações com mais amor, o ângulo muda, tudo brilha e a nossa liberdade ganha mais uns pontos".
Ok, beleza. Situações penosas ou desagradáveis: at office, um bom punhado delas. E não é que é tudo para o meu crescimento? Nossa, daqui a pouco vou medir uns 8,5 metros de altura! Estou interessada nestes pontos que a minha liberdade vai ganhar, sabe? Estamos precisando ganhar. Ponto pode ser um bom começo.
por Juliana Jacyntho, em 4/9/2009 12:13:06 AM
black bando
Sou flamengo e por enquanto ainda não tenho uma nega chamada Teresa. Um dia, se ela quiser vir, minha Thereza virá quase-neguinha, um café com leite bem dosado em atenção à brancura genética do pai, e com Th e z. Teresa ou Thereza à parte, sou flamengo, rubro-negra, urubu, do tipo que teve a infância rodada na década de oitenta e acha o Zico tudo de bom. Do tipo que já envergou camisa de time nas segundas vitoriosas no pilotis da faculdade, camisas estas que ficaram espalhadas pelo quarto de solteira na casa da mãe. Flamenguista do tipo que se arrepia do dedão do pé às pontas por vezes duplas dos fios de cabelo, quando pisa no Maracanã lotado em dia não só de Fla-Flu, confesso, mas também de um Fla-Olaria com a mesma emoção e ardor e admiração conferidos a um grand clássico carioca. Fecha a cena e corta para o segundo parágrafo.
Na vida, tem gente que brilha e tem gente que tenta. Tem gente que não percebe que brilha, so natural que é a camada de "glitter eterno de uma mente com muitas boas lembranças", e tem aquele que percebe que ofuscar o cintilante existir alheio, ora, ora, é o elixir seu de cada dia. Na vida, pois bem, tem lugar e hora para cada um acontecer, desde o mais generoso ao mais mesquinho ser errante. Gente que brilha e gente que vive à sombra. Gaivotas e urubus. E o problema é que este urubu não tem parentesco nenhum com o mascote descrito no primeiro parágrafo desta prosa... Reina absoluta a mesquinharia em estado bruto.
Enquanto esquece-se de agilizar o seu lado, o homem mesquinho vive de butuca na vida alheia: do outro quer os ganhos e conquistas, o sapato e a calcinha, o cabelo e o anel. Ao contrário de Narciso, o ser mesquinho ama o outro e não o espelho, a quem ele acha feio. Flerta com a inveja e o despeito. Falta-lhe amor próprio, aceitação, auto-conhecimento, falta-lhe um divã que o valha, pobre diabo. Enquanto a mesquinharia habita os porões da cabecinha torta, o corpitcho sai rua afora apontando a feiúra distorcida em tudo o que o rodeia, num efeito midas reverso: tocou, não vira ouro, mas sim apodrece aos seus olhos. A grama do vizinho é e sempre será mais verde, felpuda, cheirosa, e até as formigas que lá habitam serão as mais bonitas, magrinhas e elegantes. Quanta pobreza.
Gente assim cansa. Me cansa, te cansa, cansa aos que, por mero descuido, cruzam por seu caminho e ousam chamar a sua atenção acendendo um fósforo de luz qualquer quanto ao jeito de falar, de andar, de se vestir, de se perceber, de existir. Um homem mesquinho não conhece generosidade no seu coração. Não se doa, não se entrega, não reparte, não divide, não convive. Não se ama, não se aceita, não se admira. Se arrasta acompanhando paradigmas que ele elege como padrões a serem seguidos como se fossem novelas sagradas. Porém, ah porém, há sim um tico de generosidade no coração do homem mesquinho: é que, como a mesquinharia tem uma necessidade vital de exteriorizar-se, para cada coração mesquinho, pode contar, haverá sempre uma boca fofoqueira generosa demais. No frigir dos ovos, a mesquinharia e a fofoca estão para o espírito assim como o fim do mês está para o saldo da minha conta corrente: ambos são razões frontalmente determinantes de pobreza. Pobreza financeira de um lado, pobreza de espírito de outro. Escolha o seu lado, feel free, cada um na sua.
por Juliana Jacyntho, em 3/24/2009 11:08:33 PM
Não vai ficar mais em branco.
Voltei.
Voltou.
Tudo preto noir bem chique e colorido de todo, bem alegre, com bolinhas brancas, coisa fofa.
A mistura de sempre que reintegrou-se na posse deste blog, pondo pra fora o branquinho neutramente irritante ou irritantemente neutro.
Branco reflete o silêncio sim. Mil possibilidades. A primeira e mais óbvia é a de voltar a ser tudo muito colorido, aqui, agora, ao mesmo tempo, tipo dá licença que tenho que passar. De novo.
por Juliana Jacyntho, em 3/24/2009 10:32:24 PM
Me entristece ver isso aqui assim tão em branco.
Dá vontade de fechar as portas.
Mas logo me demovo da idéia de fechar as portas porque, no fundo, sei que me entristecerá, muito mais ainda, não ter um espaço em branco para pintar com a cor que quiser nos momentos que eu quiser.
Pois fica decretado que este aqui vai ficar em branco durante uns tempos. Branco, de fato, é uma super cor.
Reflete alguma serenidade. Silêncio. Mil Possibilidades.
LIberdade. Paz. Uma bandeira que diz que está tudo bem e que a guerra acabou.
Vai ficar em Branco.
Em branco até que uma coceirinha qualquer de cor me acuda as mentes.
por Juliana Jacyntho, em 2/13/2009 11:14:57 PM
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